LSM – O uso de cães em processos terapêuticos tem sido incorporado às ações de reabilitação voltadas a pessoas com autismo atendidas em Maricá. A prática, conhecida como cinoterapia, utiliza animais treinados como apoio em atividades de desenvolvimento emocional e social.
A primeira turma atendida pelo projeto recebeu certificação em uma atividade realizada no Serviço de Atendimento de Reabilitação Especial de Maricá II (Sarem), em Ponta Grossa. A iniciativa marca a consolidação da proposta no município, que vem utilizando o contato com os animais como ferramenta complementar no processo terapêutico.
Durante as atividades, os cães atuam como facilitadores, ajudando na comunicação, na redução da ansiedade, no estímulo à autonomia e no fortalecimento dos vínculos sociais dos participantes.
O projeto é desenvolvido em parceria com o Batalhão de Ações com Cães (BAC), que disponibiliza animais preparados para atuar em ambientes terapêuticos e de acompanhamento especializado.
Profissionais envolvidos destacam que a interação com os cães cria um ambiente mais leve e acolhedor, o que contribui para maior participação dos atendidos nas atividades e melhora no engajamento ao longo do processo.
Familiares também relatam mudanças percebidas no comportamento dos participantes, como avanços na concentração, mais tranquilidade e melhor adaptação à rotina diária.
O morador de Inoã, Jorge Pereira, pai de Raniel, comentou os avanços observados ao longo das atividades: “Quando meu filho começou a cinoterapia, ele tinha bastante dificuldade na escola. Após esse trabalho, a mediadora informou que ele está mais concentrado e com mais paciência durante o processo de aprendizado”, disse.
A iniciativa passa a integrar o conjunto de ações de reabilitação do município e deve ser ampliada para novos grupos atendidos pela rede.








