LSM – Uma operação conjunta entre as Polícias Civis de Goiás e da delegacia de Itaboraí fechou o cerco contra um grupo investigado por golpes bancários e lavagem de dinheiro na manhã desta quinta feira,12, em itaboraí,
Batizada de “Mão Fantasma”, a ação cumpriu mandados judiciais na cidade .
A operação é coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF/DEIC), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da delegacia de Itaboraí (71ª DP).
As investigações começaram após uma mulher de 68 anos, moradora de Goiânia (GO), perder aproximadamente R$ 32 mil em uma fraude eletrônica.
Segundo a investigação, o grupo utilizava mensagens falsas que aparentavam ter sido enviadas pelo próprio banco da vítima. A estratégia tinha como objetivo induzir o cliente a acessar links e fornecer códigos de autenticação.
Com essas informações, os criminosos conseguiam acessar as contas bancárias e realizar transferências em sequência.
De acordo com os investigadores, após os valores serem retirados das contas das vítimas, o dinheiro era rapidamente distribuído para diferentes contas bancárias utilizadas como intermediárias.
Em seguida, parte dos recursos era novamente movimentada e fracionada para dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Um dos principais investigados teria movimentado aproximadamente R$ 100 mil em poucos dias, segundo os levantamentos realizados durante a investigação.
O esquema teria utilizado técnicas de engenharia social e spoofing, recurso empregado para fazer mensagens fraudulentas parecerem comunicações legítimas de instituições financeiras.
Durante a manhã, policiais da delegacia de itaboraí e agentes de outras unidades da Polícia Civil do Rio de Janeiro, além de investigadores de Goiás, participaram da operação em Itaboraí.
As equipes trabalharam na localização dos alvos e no cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão determinados pela Justiça.
A operação também contou com o suporte técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
As investigações apontam para possíveis crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de capitais.
A ação busca desarticular a estrutura utilizada pelo grupo e reunir novos elementos que possam esclarecer a participação de cada investigado e o caminho percorrido pelos valores desviados.
A Polícia Civil reforça a importância de atenção ao receber mensagens que supostamente tenham origem em bancos ou instituições financeiras.
A orientação é não clicar em links suspeitos nem fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por meio de mensagens recebidas.
A operação também destaca a necessidade de integração entre forças policiais de diferentes estados para investigar crimes que utilizam tecnologia para atingir vítimas e movimentar recursos de forma rápida.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 98596-7171.









