LSM – A segurança pública foi o principal tema nas redes sociais dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro durante o primeiro mês de campanha, segundo levantamento da Escola de Comunicação da FGV.
O estudo analisou 34 perfis oficiais de nove candidatos, entre 16 de agosto e 16 de setembro, nas plataformas Instagram, Facebook, X, TikTok e YouTube.
A segurança representou 11% das publicações e 16% das interações registradas no período. Entre os assuntos que mais geraram interação também apareceram economia (6,74%), educação (5,27%) e saúde (4,65%).
Já mobilidade e transporte tiveram participação de apenas 1,08% das publicações e 1,28% das interações. O meio ambiente apareceu ainda menos, com 0,29% dos posts e 0,18% das interações.
Entre os temas relacionados à segurança mais citados nas publicações e interações estão a retomada de territórios dominados por facções e milícias, aumento e valorização do efetivo policial, integração das forças de segurança, combate à corrupção e proteção às mulheres.
O levantamento também mostrou que o volume de publicações não necessariamente resulta em maior interação. Douglas Ruas foi o candidato que mais publicou sobre segurança, com 343 posts, enquanto Eduardo Paes registrou o maior número total de interações sobre o tema, com mais de 357 mil.
Outro ponto destacado pela FGV foi a concentração das referências na cidade do Rio de Janeiro. A capital apareceu em 13% do total analisado, enquanto regiões como Região dos Lagos, Norte Fluminense, Serrana e Sul e Costa Verde tiveram menor presença.
O levantamento também identificou que parte significativa da comunicação dos candidatos não foi diretamente temática, sendo composta por agendas, apoios, exaltação dos próprios candidatos e críticas a adversários.
A pesquisa analisou Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL), André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Juliete Pantoja (UP) e Luan Monteiro (PCO). No caso de Monteiro, apenas uma publicação foi classificada, devido à baixa atividade digital no período analisado.







