LSM – A família de um bebê de apenas 10 meses procurou a redação do LSM Notícias para denunciar uma possível negligência no atendimento prestado à criança na UPA de Inoã, em Maricá. O menino morreu após ser atendido na unidade e, posteriormente, transferido para o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí.
Segundo o relato do pai, a família levou o bebê à UPA de Inoã durante a madrugada de segunda-feira, 10. Ainda de acordo com ele, a criança recebeu uma medicação injetável, mas não teria sido submetida a exames antes de ser liberada para retornar para casa.
No dia seguinte, terça-feira, 11, como o quadro de saúde não teria apresentado melhora, os responsáveis retornaram com o bebê à UPA de Inoã. Após novo atendimento, foi solicitada a transferência da criança para o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.
De acordo com as informações, durante o deslocamento entre as unidades de saúde, o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Já no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, a criança teria apresentado uma nova parada. Apesar das tentativas de atendimento, o menino não resistiu e morreu.
A família questiona os procedimentos adotados durante o primeiro atendimento e busca esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à morte da criança.
A denúncia ocorre poucos dias após outro caso envolvendo questionamentos de familiares sobre o atendimento prestado na UPA de Inoã.
Cleumo da Costa e Silva teria procurado a unidade na noite de sexta-feira, 7, após apresentar dor no peito, falta de ar e inchaço na barriga. Segundo familiares, nenhum exame teria sido realizado e o paciente teria recebido a informação de que os sintomas poderiam estar relacionados a gases.
No sábado, 8, ainda passando mal, Cleumo teria retornado à UPA de Inoã. Posteriormente, ele morreu na unidade de saúde.
Os dois casos levantaram questionamentos das famílias sobre os procedimentos adotados durante os atendimentos.
Diante da denúncia, a redação do LSM Notícias entrou em contato com a Prefeitura de Maricá para saber se o município tem conhecimento do caso e se foi aberta alguma investigação ou sindicância para apurar a conduta adotada durante os atendimentos.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Maricá não havia se pronunciado.









