LSM – Os casos de assassinatos e de trabalho escravo no campo voltaram a crescer no Brasil, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 27, na 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
O levantamento mostra que o número de mortes em disputas no meio rural dobrou em relação ao ano anterior, passando de 13 para 26. O dado evidencia o agravamento da violência em áreas ligadas à terra e à produção agrícola.
Os registros de trabalho em condições análogas à escravidão também aumentaram. Em 2025, foram contabilizados 159 casos, e quase 2 mil de trabalhadores resgatados em situações degradantes.
Segundo o relatório, a maior parte das ocorrências está concentrada na Amazônia Legal, onde conflitos fundiários, avanço sobre territórios tradicionais e disputas por recursos naturais seguem como principais fatores de tensão.
Mesmo com a redução no número total de conflitos, os episódios têm se tornado mais graves. Cresceram casos de ameaças, prisões e outras formas de violência contra trabalhadores rurais, povos indígenas e comunidades quilombolas.
A exploração do trabalho escravo contemporâneo ocorre principalmente em atividades como construção, lavouras, pecuária e mineração. Nessas áreas, trabalhadores são submetidos a jornadas exaustivas, condições precárias e restrição de liberdade.
Apesar da abolição da escravidão no Brasil em 1888, o país ainda enfrenta desafios no combate a formas modernas de exploração, sobretudo em regiões mais afastadas e com baixa presença do Estado.








