LSM – O Ministério da Saúde decidiu incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma nova tecnologia para o tratamento de complicações do diabetes: o uso da membrana amniótica em pacientes com feridas crônicas, especialmente nos casos de pé diabético.
A medida amplia as opções de tratamento disponíveis na rede pública e deve ser aplicada principalmente em situações mais graves, quando as lesões são mais difíceis de cicatrizar e apresentam risco de infecção ou até de amputação.
A membrana amniótica é retirada da placenta após o parto e funciona como uma espécie de curativo biológico. O material ajuda na regeneração da pele, reduz processos inflamatórios e pode acelerar a cicatrização de feridas.
Segundo o Ministério da Saúde, a incorporação da tecnologia foi avaliada por órgãos técnicos responsáveis por analisar novos tratamentos que podem ser oferecidos pelo SUS. A proposta faz parte da estratégia de atualização de terapias de alta complexidade na rede pública.
Além do tratamento de feridas relacionadas ao diabetes, a membrana amniótica também já vem sendo estudada em outras áreas da medicina, como no tratamento de queimaduras e lesões oculares, por suas propriedades regenerativas.
Com a decisão, a expectativa é que o novo recurso ajude a reduzir o tempo de tratamento, melhorar a recuperação dos pacientes e diminuir complicações graves associadas ao diabetes, que ainda é uma das principais doenças crônicas no país. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados por ano com a nova tecnologia.
A implementação deve ocorrer de forma gradual dentro dos protocolos do SUS, conforme a estrutura de serviços e capacitação das equipes de saúde.









