LSM – O investimento milionário para a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro virou tema de debate na Câmara Municipal de Maricá durante a sessão ordinária realizada na manhã desta quinta-feira, 14.
O assunto dominou os discursos de vereadores da base governista e da oposição após a repercussão nacional do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Bolsonaro.
Os vereadores da esquerda Felipe Hadesh, líder do governo na Câmara, Kelly Bernardo e Igor Corrêa utilizaram a tribuna para criticar o episódio e cobrar esclarecimentos sobre os valores envolvidos no projeto cinematográfico.
Durante seu discurso, Hadesh afirmou que o longa seria “o filme mais caro já produzido no Brasil”. Já Kelly Bernardo confrontou o vereador Ricardinho Netuno questionando se ele defenderia as acusações envolvendo aliados bolsonaristas. Igor Corrêa também criticou os gastos relacionados ao projeto e encerrou sua fala afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistará um quarto mandato presidencial.
Representando a oposição municipal e alinhado politicamente ao bolsonarismo, Ricardinho Netuno subiu à tribuna afirmando que as investigações devem ocorrer normalmente e que, caso sejam comprovadas irregularidades, os envolvidos precisam ser punidos. O parlamentar também citou relações entre banqueiros e políticos ligados à esquerda, mencionando inclusive o prefeito de Maricá, e argumentou que Vorcaro também teria financiado produções relacionadas aos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer, questionando por que apenas o caso envolvendo Bolsonaro ganhou repercussão criminal.
Apesar do clima político acirrado, os debates ocorreram sem maiores tumultos e dentro da normalidade da sessão.
O caso ganhou repercussão nacional após reportagens apontarem que Flávio Bolsonaro teria atuado diretamente na busca de recursos junto a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”. Segundo as denúncias divulgadas por veículos nacionais e internacionais, os valores negociados poderiam chegar a R$ 134 milhões.
Reportagens também apontam que áudios e mensagens indicariam cobranças relacionadas aos pagamentos do projeto. Flávio Bolsonaro confirmou que pediu apoio financeiro ao banqueiro, mas negou qualquer ilegalidade, afirmando que se tratava de investimento privado em uma produção privada, sem utilização de dinheiro público.
Até o momento, não há conclusão oficial da Justiça apontando crime no caso.








