LSM- A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o caso do bebê de 8 meses internado em estado grave no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em Maricá.
Segundo os médicos e investigadores, a criança apresentava sinais de violência sexual, agressões físicas, marcas de asfixia no peito e pescoço, além de ferimentos na cabeça.
A mãe do bebê, de 36 anos, foi presa temporariamente pela Delegacia de Maricá (82ªDP) na noite desta quarta-feira, 13, durante uma ação da Polícia Civil no âmbito da Operação Caminhos Seguros.
Segundo a Polícia Civil, a criança deu entrada na unidade hospitalar em estado gravíssimo, o que mobilizou equipes da Polícia Militar, Conselho Tutelar e agentes da delegacia de Maricá. O delegado titular, Cláudio Vieira Campos, coordenou as investigações e representou pela prisão temporária da mãe por estupro de vulnerável por omissão imprópria.
Durante as diligências, agentes do Grupo de Investigação Complementar realizaram perícia na residência da acusada, localizada no bairro Amizade/Jacaroá. Segundo a Polícia, o imóvel apresentava condições precárias, sem telhado e com sinais de abandono. Ainda de acordo com os investigadores, o bebê era deixado em um colchão no chão enquanto a mulher, usuária de crack, recebia homens no local.
A investigação também aponta relatos de abandono da criança em pontos de tráfico de drogas e negligência com os cuidados básicos. Informações levantadas pela Polícia indicam ainda que o bebê já apresentava sinais de sofrimento desde o último dia 9 de maio.
O bebê permanece internado no CTI pediátrico do Hospital Che Guevara, recebendo cuidados intensivos. A
Polícia Civil segue investigando a possível participação de outros homens que frequentavam a residência. O caso segue sob investigação da 82ª DP.








