LSM- Após a publicação de uma matéria do LSM sobre o atraso no pagamento das verbas rescisórias de profissionais da saúde da Rede de Urgência e Emergência de Maricá, a Prefeitura se pronunciou por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
Em nota, o município informou que os repasses à antiga Organização Social de Saúde (OSS) responsável pela gestão das unidades foram realizados regularmente até julho de 2025. Segundo a Prefeitura, após esse período, a instituição passou por intervenção judicial, o que teria inviabilizado a continuidade dos repasses. A administração municipal afirmou ainda que notificou a OSS e que está adotando as medidas cabíveis para garantir a normalização dos pagamentos.
A situação afeta profissionais que atuavam no Hospital Conde Modesto Leal, na UPA de Inoã, no posto de saúde de Santa Rita e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Trabalhadores relatam que estão há pelo menos três meses sem respostas sobre o pagamento das rescisões, da multa rescisória e do último salário.
De acordo com os relatos enviados ao LSM, muitos funcionários enfrentam dificuldades financeiras diante da falta de pagamento, com impacto direto em despesas básicas, como aluguel, alimentação e contas mensais.
A antiga OSS Mahatma Gandhi foi afastada da gestão após decisão judicial que culminou na prisão de seu presidente. Desde então, a Prefeitura passou a assumir diretamente o pagamento dos salários para manter os serviços funcionando.
Em fevereiro, a OSS Avante assumiu a gestão da Rede de Urgência e Emergência do município, com exceção do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, e iniciou a recontratação de profissionais.
Apesar da mudança na administração, ex-funcionários contratados pela antiga gestão afirmam que ainda aguardam a quitação dos valores trabalhistas pendentes.








