LSM – Um ninho construído por um pica-pau em um poste na Rua 37, próximo ao Tardezinha, em Itaipuaçu, tem despertado a curiosidade de moradores e de quem passa pelo local. A cena, pouco comum para muitos, virou assunto entre vizinhos, principalmente entre os novos moradores do bairro, que registraram a presença da ave e passaram a acompanhar a movimentação do animais.
O pica-pau aproveitou uma cavidade existente na estrutura do poste para fazer o ninho. Ao longo do dia, é possível observar as aves entrando e saindo do local, comportamento típico da espécie durante o período de reprodução e de alimentação dos filhotes, caso eles já tenham nascido.
Embora a situação desperte curiosidade, especialistas alertam que o ninho não deve ser removido ou manipulado pela população. Além de provocar estresse aos animais, qualquer intervenção inadequada pode resultar no abandono dos ovos ou dos filhotes e, em alguns casos, configurar infração à legislação ambiental brasileira.
A presença de aves silvestres em áreas urbanas tem se tornado cada vez mais frequente em Maricá. O crescimento da cidade e a expansão dos bairros aproximaram a população de espécies que antes eram vistas apenas em áreas de mata.
Os pica-paus são importantes para o equilíbrio ambiental. Ao se alimentarem de insetos e larvas que vivem em troncos e galhos, ajudam no controle natural de pragas. Além disso, as cavidades abertas por essas aves acabam sendo utilizadas posteriormente por outras espécies para abrigo e reprodução.
Quando encontram estruturas semelhantes às árvores, como postes de madeira ou locais que oferecem cavidades, algumas espécies conseguem adaptar seus hábitos e estabelecer ninhos mesmo em áreas urbanizadas.
A principal recomendação é não tocar, alimentar ou tentar retirar o animal por conta própria. Mesmo quando o ninho está instalado em um local incomum, a remoção só deve ocorrer se houver risco efetivo para a segurança da população ou para a própria ave, sempre com acompanhamento de órgãos competentes.
Enquanto isso, o pequeno morador alado da Rua 37 continua atraindo olhares de quem passa pelo local e mostrando que, mesmo em uma região cada vez mais urbanizada, a natureza ainda encontra espaço para surpreender.








