LSM – Moradoras de Maricá denunciaram ao LSM Notícias a falta de métodos contraceptivos nas unidades da rede municipal de saúde. Segundo os relatos, medicamentos como anticoncepcionais, injeções contraceptivas e o Implanon estariam indisponíveis há meses, sem previsão de reposição.
De acordo com uma das denunciantes, ela retornou à unidade de saúde nesta terça-feira, 8, em busca dos medicamentos, mas foi novamente informada de que não havia estoque disponível.
Ainda segundo a moradora, a situação tem se repetido há vários meses, afetando mulheres que dependem do fornecimento gratuito realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da falta dos anticoncepcionais convencionais, a denunciante afirma que o Implanon, método contraceptivo de longa duração, também não está sendo disponibilizado, apesar de o município já ter anunciado a ampliação da oferta do dispositivo.
“Hoje fui até o posto novamente e segue sem o medicamento e sem previsão para o Implanon, mesmo o município anunciando ser referência na saúde. Já são meses do mesmo problema”, relatou a moradora ao LSM.
A interrupção no fornecimento pode comprometer a continuidade do planejamento reprodutivo de diversas mulheres que utilizam esses métodos de forma contínua e dependem exclusivamente da rede pública para o acesso aos medicamentos.
A reportagem do LSM encaminhou uma solicitação de esclarecimentos à Prefeitura de Maricá e à Secretaria Municipal de Saúde para saber o motivo da falta dos contraceptivos, se existe previsão de normalização do abastecimento e quais medidas estão sendo adotadas para resolver o problema.
Em nota a A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, informa que não há desabastecimento de métodos contraceptivos na rede municipal. As unidades de saúde disponibilizam anticoncepcionais orais, injetáveis e de inserção.








