LSM — Maricá foi o município que mais recebeu royalties do petróleo no Brasil entre janeiro e julho de 2026. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), os repasses chegaram a R$ 1,907 bilhão nos primeiros sete meses do ano.
O valor representa um aumento de aproximadamente 22% em relação ao mesmo período de 2024, quando o município recebeu R$ 1,520 bilhão. Na comparação com 2025, quando foram repassados R$ 1,563 bilhão, o crescimento foi de cerca de 22%.
Maricá aparece pelo quarto ano consecutivo no topo do ranking nacional. Na sequência estão Saquarema e Macaé, também no Estado do Rio de Janeiro.
Somados os repasses para o Governo do Estado e os 92 municípios fluminenses, foram distribuídos aproximadamente R$ 21,5 bilhões em royalties entre janeiro e julho deste ano. Cerca de R$ 10 bilhões desse total ficaram com o governo estadual.
Parte dos royalties recebidos pelo município é destinada ao Fundo Soberano de Maricá, criado em 2017. Atualmente, o fundo possui aproximadamente R$ 2,104 bilhões.
Os recursos do fundo são aplicados em instituições financeiras públicas, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, seguindo critérios de segurança, liquidez e preservação do patrimônio.
Na quarta-feira (12), o prefeito Washington Quaquá anunciou que as obras do Plaza Maricá Shopping estão sendo realizadas com recursos do Fundo Soberano. Segundo a Prefeitura, o fundo também participa do financiamento de projetos como renda básica e transporte gratuito.
A Prefeitura também afirmou que o Fundo Soberano é utilizado em investimentos considerados estruturantes, citando o complexo turístico-residencial MARAey, o Porto de Maricá e o Plaza Maricá Shopping.
De acordo com o município, os projetos têm potencial para gerar aproximadamente 40 mil empregos.
Apesar da liderança nos repasses, a arrecadação proveniente da exploração de petróleo está sujeita às oscilações da produção e dos preços do mercado.
Para Maricá, que lidera o ranking de royalties pelo quarto ano consecutivo, a manutenção de reservas e a utilização dos recursos em investimentos de longo prazo ganham relevância diante da perspectiva de redução futura da produção.









