LSM – O anúncio da criação da Maricá Air, companhia aérea proposta pela Prefeitura de Maricá, abriu um debate sobre os desafios para colocar uma empresa do setor em operação. Embora o projeto tenha sido apresentado como parte da estratégia de desenvolvimento econômico do município, especialistas destacam que a iniciativa precisará cumprir uma série de exigências técnicas, regulatórias e financeiras antes de realizar o primeiro voo.
Segundo a proposta apresentada pelo prefeito Washington Quaquá, a empresa deverá atuar em voos regionais e contar com participação do município por meio do Fundo Soberano de Maricá. A iniciativa faz parte de um conjunto de investimentos voltados ao setor aeronáutico, que inclui a ampliação do aeroporto, programas de formação profissional e projetos ligados à indústria da aviação.
No entanto, a criação de uma companhia aérea exige um processo de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), incluindo a obtenção do Certificado de Operador Aéreo (COA). Além disso, será necessário comprovar capacidade técnica, operacional e financeira, apresentar programas de segurança, treinamento de equipes e toda a estrutura exigida para o transporte regular de passageiros.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o modelo de operação da Maricá Air, como a frota que será utilizada, o valor total do investimento, a participação de eventuais parceiros privados, a manutenção das aeronaves ou um cronograma para o início das operações. Também não há informações públicas sobre um pedido de certificação junto à Anac.
A proposta coloca Maricá entre os poucos municípios brasileiros a discutir a participação direta do poder público na criação de uma companhia aérea. Apesar disso, especialistas avaliam que o projeto ainda dependerá de planejamento, recursos e do cumprimento de todas as etapas regulatórias para que possa se tornar realidade.









