LSM – Milhões de brasileiros passaram alguns minutos fazendo a mesma pergunta: será que vamos cair para o Japão?
Foi um confronto duro, decidido apenas nos acréscimos. Quando tudo indicava que a prorrogação seria inevitável, entrou em campo um velho conhecido do futebol brasileiro: a mística da camisa amarela.
Aquela que carrega cinco estrelas no peito. A camisa que, tantas vezes, parece transformar o impossível em realidade.
A jogada nasceu dos pés de Bruno Guimarães. Incansável durante os 90 minutos, brigou por cada bola, marcou, desarmou, organizou o meio-campo e, quando o relógio marcava 50 minutos do segundo tempo, encontrou Gabriel Martinelli livre para decidir.
O camisa 22, que havia entrado no lugar de Matheus Cunha, parecia guiado pela mística do pentacampeonato. Ronaldinho Gaúcho, Denílson, Ronaldo Fenômeno… todos pareciam sussurrar que aquele era o momento.
Ele estava onde um atacante precisa estar.
Dizem que a bola escolhe.
Nesta tarde, ela escolheu Martinelli.
E Martinelli decidiu.
2 a 1.
Há quem diga que a Seleção Brasileira já não impõe o mesmo medo de outros tempos. Talvez seja verdade. O futebol mudou, os adversários evoluíram e vencer uma Copa nunca foi tão difícil.
Mas ninguém conquista cinco títulos mundiais por acaso.
Existe uma história, um peso, uma tradição que nenhuma estatística consegue explicar. É por isso que, quando a Amarelinha entra em campo, ela nunca pode ser dada como derrotada.
O único pentacampeão do mundo segue vivo.
As oitavas de final ficam para amanhã. Hoje, é dia de celebrar. Porque, enquanto existir uma camisa amarela com cinco estrelas em campo, sempre haverá esperança.
P.S.: E, depois dessa virada digna de roteiro, fica a conclusão da tarde: com todo respeito aos doramas, a novela brasileira ainda entrega os melhores capítulos.








