LSM- Técnicos e atletas do projeto Maricá Cidade Olímpica procuraram a redação do LSM Notícias para denunciar a paralisação de diversas modalidades esportivas, salários atrasados de técnicos e problemas estruturais que, segundo os relatos, estariam comprometendo a preparação de atletas para competições.
De acordo com a denúncia, técnicos estariam há quase três meses sem receber. A situação teria provocado a interrupção dos treinamentos em diversas modalidades do projeto, que tem como proposta preparar atletas para competições esportivas.
No caso do remo, os treinos não teriam sido completamente interrompidos porque, segundo a denúncia, alguns técnicos continuam trabalhando mesmo sem receber.
A situação também estaria afetando o remo paralímpico, modalidade que, de acordo com o relato, está atualmente parada.
Um dos principais impactos apontados pela denúncia envolve a equipe Master de remo. O grupo conquistou o título na Lagoa Rodrigo de Freitas, em maio, em uma competição que reuniu equipes tradicionais do esporte, como Vasco, Flamengo e Botafogo.
Segundo o relato, a equipe deveria voltar à Lagoa Rodrigo de Freitas em 27 de setembro para defender o título conquistado, mas não teria, até o momento, condições para participar da competição. Além da categoria Master, o grupo juvenil também estaria sem perspectiva para disputar competições.
A falta de definição também estaria prejudicando o planejamento dos atletas, que precisam de treinamento contínuo, estrutura adequada e calendário de competições para manter a preparação esportiva.
Outro problema relatado está relacionado à estrutura utilizada pelo remo olímpico. Segundo a denúncia, a sede da modalidade, localizada nas proximidades do Projeto Navegar, estaria com mais de seis meses de aluguel atrasado.
Além dos problemas financeiros, os atletas denunciam falta de manutenção dos equipamentos. Segundo a informação recebida pelo LSM, os barcos estariam se deteriorando sem os cuidados necessários, o que poderia comprometer a utilização do material nas atividades e competições.
A denúncia também aponta que os atletas não recebem informações sobre quando os treinamentos serão normalizados ou quando os pagamentos dos profissionais serão regularizados.
A principal reclamação dos atletas é a falta de perspectiva sobre a continuidade do projeto. Segundo o relato, tanto a Secretaria de Esporte quanto a Prefeitura de Maricá ainda não teriam apresentado um cronograma para a retomada das modalidades ou informado quando os profissionais receberão os valores atrasados.
A paralisação ocorre justamente em um período de preparação para competições, aumentando a preocupação entre os atletas que dependem dos treinamentos e da estrutura oferecida pelo projeto para participar de eventos esportivos.
O LSM procurou a Prefeitura de Maricá para questionar os salários atrasados dos técnicos, a paralisação das modalidades, a situação do remo olímpico e paralímpico, o aluguel da sede, a manutenção dos barcos e a possibilidade de participação das equipes nas próximas competições.
Em nota, a Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Esportes, informou que notificou a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela execução do projeto para regularizar o pagamento dos funcionários e retomar as atividades.








