LSM- O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), exonerou Junior Mangueira do cargo que ocupava no gabinete do governo municipal, em meio a uma polêmica envolvendo a direção da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba da qual Junior é vice-presidente social.
A exoneração foi formalizada por meio de uma portaria assinada pela chefe de gabinete e braço direito de Quaquá, Dayrlene Costa. A saída ocorre enquanto integrantes da escola de samba acusam Junior de envolvimento em ataques contra a presidente da agremiação, Guanayra Firmino.
De acordo com integrantes da escola, Junior estaria ligado a um perfil nas redes sociais utilizado para fazer críticas e ataques à administração de Guanayra. Duas páginas com esse objetivo teriam sido criadas antes do Carnaval deste ano e passaram a provocar conflitos internos na agremiação.
O nome do ex-vice-presidente da Mangueira Pablo Brandão também chegou a ser citado como possível integrante do grupo responsável pelas críticas. Ele, entretanto, negou qualquer participação e afirmou não manter proximidade com Junior.
A presidente Guanayra Firmino confirmou a existência das denúncias em um pronunciamento publicado nas redes sociais. Segundo ela, os ataques teriam partido de duas pessoas ligadas à escola e o caso será levado à Justiça.
Em meio à crise interna na Mangueira, Quaquá publicou uma mensagem de apoio a Guanayra Firmino. O prefeito destacou a história da presidente na escola e afirmou que ela representa uma importante liderança da agremiação.
A manifestação ocorreu no mesmo período em que Junior deixou o cargo na Prefeitura de Maricá.
Junior Mangueira já foi candidato a vereador pelo PT nas eleições de 2024 no Rio de Janeiro e ocupava uma função de subsecretário no gabinete do prefeito.
A exoneração encerra a passagem de Junior pela estrutura do governo municipal enquanto a disputa interna na Mangueira segue envolvendo acusações e manifestações públicas entre integrantes da escola.
Em nota, a Estação Primeira de Mangueira afirmou que não procede a informação que atribui a Júnior Mangueira a administração de páginas e que, segundo a escola, teriam sido usadas para perseguir, difamar e divulgar informações falsas contra a presidente Guanayra Firmino.
Segundo a Mangueira, investigações conduzidas pelas autoridades teriam identificado Pablo Brandão e Yuri Fernandes como responsáveis pelas páginas citadas. A escola afirma ainda que os fatos fazem parte de procedimentos em andamento na Polícia Civil e no Poder Judiciário.
A agremiação também afirma que queixas-crimes foram ajuizadas e que os dois teriam sido indiciados. Em relação a Pablo, a Mangueira diz que teriam sido atribuídas mais de 60 condutas criminosas e que o Ministério Público teria oferecido denúncia por falsa identidade.
Por fim, a agremiação afirmou que adotará as medidas que considerar cabíveis para defender os direitos de seus dirigentes, colaboradores e integrantes.









