LSM – O crescimento da circulação de scooters e bicicletas elétricas em Maricá tem gerado preocupação entre motoristas e moradores da cidade. Sem emplacamento, sem habilitação obrigatória em muitos casos e com pouca fiscalização, esses veículos passaram a ocupar ruas, ciclofaixas e calçadas de forma cada vez mais frequente.
Na última terça-feira, um motorista quase se envolveu em uma colisão frontal após uma scooter elétrica surgir em alta velocidade na contramão. O caso foi registrado pela câmera de bordo do veículo e reforçou o alerta sobre os riscos envolvendo esse tipo de transporte no município.
As imagens mostram o momento em que o condutor da scooter invade a pista contrária, obrigando o motorista a reduzir rapidamente para evitar o acidente.
Segundo relatos de moradores, situações semelhantes têm se tornado comuns em diferentes regiões de Maricá, principalmente na orla de Itaipuaçu, onde o fluxo desses veículos aumentou nos últimos meses.
Além das scooters trafegando em alta velocidade nas ciclofaixas, também são frequentes registros de menores conduzindo motos elétricas e bicicletas motorizadas sem equipamentos de proteção.
Moradores relatam ainda casos de adultos transportando crianças e até bebês sem capacete ou qualquer item de segurança, o que aumenta o risco de acidentes graves.
O avanço desse cenário já provocou discussões sobre mudanças na legislação municipal. Um projeto de lei vem sendo debatido com a proposta de proibir motos elétricas nas ciclovias e ciclofaixas de Maricá, especialmente após o aumento das reclamações envolvendo circulação irregular na orla de Itaipuaçu.
O alerta também acompanha números registrados no estado do Rio de Janeiro. Dados apontam que os acidentes envolvendo veículos elétricos de duas rodas cresceram 700% em apenas um ano, incluindo ocorrências com mortes, fraturas graves e crianças feridas.








