LSM – O avanço descontrolado da venda de medicamentos usados para emagrecimento no Brasil colocou autoridades em alerta e deve provocar uma reação mais dura nos próximos meses. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) articulam um acordo para atuar de forma conjunta contra esse mercado clandestino.
A mira está principalmente nas chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos injetáveis utilizados no tratamento da obesidade, mas que passaram a circular fora das regras, muitas vezes vendidos sem receita e sem qualquer garantia de origem.
A ideia é sair de ações pontuais e estabelecer um modelo contínuo de combate, unindo fiscalização sanitária e investigação criminal. Na prática, isso significa ampliar o alcance das operações e atingir todas as etapas do esquema: da entrada irregular no país até a venda direta ao consumidor, inclusive pela internet.
Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, o cenário atual preocupa não apenas pelo crescimento do comércio ilegal, mas também pelo aumento de casos de efeitos adversos relacionados ao uso desses produtos.
Grande parte dos problemas está ligada ao consumo sem orientação médica ou ao uso de substâncias sem controle de qualidade, muitas delas manipuladas ou importadas de forma irregular.
A estratégia conjunta também prevê um avanço técnico nas investigações. Medicamentos apreendidos passarão por uma análise integrada, combinando a perícia da Polícia Federal com a avaliação sanitária da Anvisa. O objetivo é identificar com precisão o que está sendo vendido e medir os riscos reais à população.








