LSM – Profissionais da saúde que atuavam em unidades de Maricá relatam atraso no pagamento das verbas rescisórias após a saída da antiga Organização Social de Saúde (OSS) responsável pela gestão de serviços no município. Segundo os trabalhadores, a situação já se arrasta há pelo menos três meses, e envolve não apenas a rescisão contratual, mas também a multa rescisória e o último salário, que, de acordo com relatos, deveria ter sido pago junto com o encerramento do vínculo.
Os relatos envolvem equipes do Hospital Conde Modesto Leal, da UPA de Inoã, do posto de saúde de Santa Rita e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). De acordo com os profissionais, desde o encerramento do vínculo com a OSS, não houve pagamento das rescisões nem previsão oficial para quitação.
A antiga OSS responsável pela gestão, a Mahatma Gandhi, foi suspensa por decisão judicial após a prisão de seu presidente. Desde então, a Prefeitura de Maricá passou a assumir o pagamento dos salários dos funcionários para manter o funcionamento dos serviços.
Em fevereiro, a OSS Avante assumiu a gestão da Rede de Urgência e Emergência do município com exceção do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara e iniciou o processo de recontratação de profissionais. Apesar disso, trabalhadores que tinham carteira assinada pela gestão anterior afirmam que ainda não receberam os valores referentes à rescisão, multa e último salário.
A falta de retorno tem gerado preocupação e revolta entre os trabalhadores, que afirmam enfrentar dificuldades financeiras. Sem receber os valores devidos, muitos relatam problemas para manter despesas básicas, como alimentação, aluguel e contas mensais, além do impacto direto na rotina de famílias com filhos.
“Tem gente passando dificuldade mesmo. São meses esperando esse dinheiro que é nosso por direito. Tem colega com conta atrasada, gente sem conseguir comprar o básico dentro de casa. A gente só quer uma resposta e o pagamento do que é devido”, relatou um dos profissionais afetados.
Os trabalhadores afirmam que têm buscado esclarecimentos junto aos responsáveis, mas até o momento não receberam informações detalhadas sobre prazos ou soluções para o pagamento das rescisões.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Maricá não havia se manifestado sobre a situação nem respondido aos questionamentos enviados pela reportagem.








