LSM – Pesquisadores estão testando um spray nasal que pode ajudar a reduzir os efeitos do envelhecimento no cérebro. Os primeiros resultados são considerados promissores, mas ainda estão em fase inicial.
O estudo foi desenvolvido por cientistas da Texas A&M University e utiliza partículas derivadas de células-tronco, conhecidas como vesículas extracelulares. Essas estruturas carregam moléculas chamadas microRNAs, que ajudam a regular funções importantes do organismo.
A aplicação é feita pelo nariz, o que facilita a chegada do tratamento ao cérebro sem a necessidade de procedimentos invasivos. Segundo os pesquisadores, isso permite que o medicamento atue diretamente em áreas afetadas pelo envelhecimento.
Nos testes realizados com camundongos, o spray apresentou resultados positivos, com redução da inflamação cerebral, melhora na produção de energia das células e avanço no desempenho da memória.
O envelhecimento do cérebro está associado a processos inflamatórios que afetam regiões importantes, como o hipocampo, responsável pela memória e pelo aprendizado. Em estágios mais avançados, esse quadro pode contribuir para doenças como o Alzheimer.
No Brasil, o cenário também preocupa. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Alzheimer, mais de 2 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência no país. A projeção é que esse número possa chegar a 5,5 milhões até 2050. Ainda segundo a entidade, o diagnóstico é um dos principais desafios, já que cerca de 80% dos casos não são oficialmente identificados.
Apesar dos resultados animadores, os especialistas destacam que o spray ainda precisa passar por testes em humanos.
A expectativa é que, no futuro, a tecnologia possa ajudar a preservar a saúde do cérebro por mais tempo, contribuindo para melhor qualidade de vida, principalmente na população idosa.








