LSM – O Instituto Nacional de Câncer (INCA) anunciou nesta quarta-feira, 1°, um estudo inédito voltado ao rastreamento do câncer de pulmão. A iniciativa tem como objetivo ampliar o diagnóstico precoce da doença e reduzir o número de mortes associados ao câncer.
O projeto pretende avaliar a eficácia de estratégias de rastreamento, especialmente entre grupos de maior risco, como pessoas com histórico de tabagismo. Atualmente, grande parte dos casos é identificada em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura.
O estudo será conduzido ao longo de dois anos, com a participação mínima de 397 pacientes e terá colaboração da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e financiamento da biofarmacêutica AstraZeneca.
No Brasil, ainda não há um programa nacional estruturado para o rastreamento do câncer de pulmão no sistema público de saúde. Com o estudo, a expectativa é gerar dados que possam subsidiar futuras políticas públicas e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce no Sistema Único de Saúde.
Ainda segundo o INCA, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, o que reforça o tamanho do desafio enfrentado pelo sistema de saúde e consolida a doença como uma das principais questões de saúde pública no país.








