LSM-A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira,11, um dos últimos foragidos investigados na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a corporação, o suspeito fazia parte do núcleo financeiro da organização criminosa, sendo responsável pela movimentação e gestão dos valores desviados. A identidade do homem não foi divulgada.
Segundo os investigadores, ele atuava como uma espécie de contador da quadrilha, controlando o fluxo do dinheiro obtido por meio das fraudes.
O grupo criminoso seria liderado por Antonio Carlos Antunes, que foi preso em setembro do ano passado durante o avanço das investigações.
A prisão do novo suspeito ocorreu após um trabalho detalhado de investigação e levantamento de informações realizado pelos agentes federais.
“Policiais federais realizaram a prisão após minucioso trabalho de investigação e de levantamentos que permitiram localizar o investigado”, informou a Polícia Federal em nota.
Após ser capturado, o homem foi encaminhado para uma unidade da Polícia Federal e permanece à disposição da Justiça.
A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril de 2025 em ação conjunta da Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União (CGU).
A investigação apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, aplicados diretamente nos benefícios de segurados do INSS.
Segundo estimativas das autoridades, entidades investigadas podem ter retirado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
Os descontos eram realizados sem autorização dos beneficiários, muitas vezes vinculando aposentados a associações ou entidades sem o consentimento deles.
Além das investigações conduzidas pela Polícia Federal, o caso também passou a ser analisado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI) no Congresso Nacional do Brasil.
A comissão busca identificar responsáveis, possíveis falhas de fiscalização e a dimensão do prejuízo causado aos aposentados em todo o país.
A expectativa das autoridades é que novas fases da investigação possam identificar outros envolvidos no esquema e recuperar parte dos valores desviados.








