LSM – O Terceiro Tribunal do Júri da Capital condenou, nesta quinta-feira, 5, Cíntia Mariano Dias Cabral a 49 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio contra os enteados.
O crime, que chocou o estado em 2022, envolveu o uso de veneno de rato para contaminar a refeição das vítimas. Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, morreu após 13 dias de internação, enquanto seu irmão, Bruno Carvalho Cabral, de 16 anos, sobreviveu após notar o veneno em seu prato.
A magistrada e os jurados reconheceram a crueldade e o motivo fútil do crime, motivado por ciúmes da atenção do pai das vítimas. O júri popular contou com depoimentos marcantes, incluindo o do sobrevivente, Bruno Cabral, e de filhos biológicos da ré, que relataram que Cíntia teria confessado o crime.
A defesa de Cíntia não conseguiu evitar a condenação máxima. A ré, que já estava detida preventivamente, não poderá recorrer em liberdade e deve iniciar imediatamente o cumprimento da pena.
A polícia civil ainda investiga a possível participação de Cíntia nas mortes suspeitas de um ex-marido e de uma vizinha, ocorridas em circunstâncias semelhantes no passado.








