LSM – Um homem conhecido nas redes sociais como “Mestre Slar”, investigado por manter uma jovem sob perseguição virtual, chantagem e exposição digital por quase uma década foi preso na manhã desta quinta-feira, no Apollo 3, em São Gonçalo. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Nova Iguaçu após a consolidação de provas reunidas ao longo da investigação.
De acordo com a investigação, o primeiro contato entre o suspeito e a vítima ocorreu em 2016, quando a jovem ainda era adolescente. A aproximação teria começado após interações em um grupo de WhatsApp voltado a temas como anime e RPG.
Segundo a Polícia Civil, a partir desse momento teve início um ciclo prolongado de perseguição virtual. O investigado teria utilizado diferentes estratégias para manter contato constante com a vítima ao longo dos anos, incluindo ameaças, pressão psicológica e monitoramento digital.
As abordagens teriam ocorrido por meio de várias plataformas online, como aplicativos de mensagens, redes sociais, serviços de armazenamento em nuvem e até canais de vídeo na internet.
As investigações indicam que o suspeito utilizava diversos perfis falsos, endereços de e-mail e números de telefone para continuar a perseguição. Segundo o inquérito, essa multiplicidade de identidades digitais permitia que ele mantivesse contato com a vítima mesmo após bloqueios ou tentativas de interromper a comunicação.
Entre as estratégias identificadas pela polícia estão envio frequente de mensagens insistentes, criação de perfis falsos com o nome da vítima e divulgação de links e conteúdos direcionados a pessoas próximas da jovem.
Em alguns casos, materiais e mensagens teriam sido enviados deliberadamente para familiares e conhecidos da vítima, com o objetivo de gerar constrangimento e pressão psicológica.
A investigação aponta ainda que parentes da jovem passaram a receber mensagens e conteúdos pessoais relacionados à vítima. Segundo relatos incluídos no inquérito, essas ações buscavam aumentar o constrangimento e ampliar o alcance da exposição digital.
Durante depoimento, segundo a Polícia Civil, o investigado teria admitido o uso de diversos chips telefônicos e contas digitais para continuar monitorando e contatando a vítima ao longo dos anos.
A prisão preventiva foi decretada após a análise das provas reunidas durante a investigação policial.
A delegada Mônica Areal, responsável pelo caso, informou que a investigação agora busca identificar se outras pessoas podem ter sido alvo das mesmas práticas.
A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que tenha sido abordada por perfis utilizando os nomes “Mestre Slar” ou “Slar” procure a Delegacia de Atendimento à Mulher de Nova Iguaçu para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.








