LSM – A definição sobre a realização do segundo turno para o Governo do Rio de Janeiro passa agora pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte deve analisar nesta quinta-feira, 8, um pedido relacionado à candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que pode alterar a contagem dos votos da eleição realizada no último domingo, 4.
A sessão está prevista para começar às 10h. No centro da discussão está o pedido de Garotinho para desistir do recurso apresentado contra a decisão que impediu sua candidatura. O ex-governador recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos, mas sua situação ainda depende de uma definição da Justiça Eleitoral.
A disputa terminou com Douglas Ruas (PL) na primeira colocação, com 4.271.199 votos, ou 49,27% dos válidos. Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo, com 3.706.984 votos, correspondentes a 42,76%.
Caso o TSE aceite a desistência apresentada por Garotinho e seus votos sejam retirados definitivamente da contagem, o total de votos válidos será recalculado. Nesse cenário, Ruas ultrapassaria os 50% necessários para vencer a eleição no primeiro turno.
A situação de Garotinho na disputa eleitoral está relacionada ao indeferimento de seu registro de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A decisão teve como fundamento uma condenação por improbidade administrativa e a discussão sobre o período de inelegibilidade.
Nos dias que antecederam a votação, o caso passou por diferentes decisões judiciais. Os votos recebidos pelo ex-governador ficaram na condição de anulados sub judice, enquanto a validade definitiva dependia do julgamento do recurso.
Após o primeiro turno, Garotinho pediu para desistir do processo que discutia sua candidatura. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou favoravelmente à aceitação do pedido. A defesa de Eduardo Paes, por outro lado, pediu ao TSE que os votos recebidos pelo ex-governador sejam mantidos na contagem.
Se a desistência for aceita e houver uma nova totalização, o resultado poderá encerrar a disputa estadual sem segundo turno. Caso contrário, o cenário eleitoral continuará dependendo da decisão da Justiça sobre a validade dos votos.








