LSM – A recente decisão que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível por oito anos reacendeu o debate sobre a instabilidade política no estado do Rio de Janeiro. Com o caso, o Rio passa a acumular uma sequência de ex-chefes do Executivo estadual impedidos de disputar eleições por decisões judiciais.
A inelegibilidade foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que entendeu que Castro cometeu abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. A decisão foi tomada por maioria dos ministros e também inclui outras penalidades no processo.
O cenário não é isolado. Nos últimos anos, o estado do Rio de Janeiro tem sido marcado por sucessivos casos envolvendo governadores que enfrentaram problemas na Justiça.
Entre os exemplos mais conhecidos estão:
Anthony Garotinho, por ato doloso de improbidade administrativa.
Sérgio Cabral, preso e condenado em diversos processos ligados à corrupção;
Luiz Fernando Pezão, também por abuso de poder político e econômico;
Wilson Witzel, que sofreu impeachment e perdeu o cargo;
Agora, Castro passa a integrar essa sequência, ampliando o histórico de turbulências políticas no estado.
Antes da decisão final, Castro já havia renunciado ao cargo, em meio ao julgamento no TSE e com planos de disputar uma vaga no Senado.
Com a saída e a ausência de vice-governador, o estado entrou em uma situação de “dupla vacância”, o que levou à posse interina do presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
O acúmulo de governadores afastados, presos ou inelegíveis evidencia uma crise institucional prolongada no Rio de Janeiro, que se arrasta há mais de uma década.
A decisão contra Castro reforça a atuação da Justiça Eleitoral no combate a irregularidades em campanhas, mas também evidencia os desafios políticos enfrentados pelo Rio, que segue lidando com as consequências de sucessivas gestões marcadas por controvérsias.








