LSM – O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi preso novamente nesta sexta-feira, 27, em uma operação da Polícia Federal. A prisão ocorreu na residência do político, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, após mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal.
Após a detenção, Bacellar foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
A ação desta sexta-feira está relacionada à ADPF 635 (ADF das Favelas), decisão do STF que estabelece diretrizes para a atuação de forças de segurança em comunidades do estado. A investigação envolve o cumprimento de determinações voltadas à apuração de atividades de grupos criminosos.
A prisão também integra a Operação Unha e Carne III, que inclui ainda o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Esta não é a primeira vez que Bacellar é alvo de ações policiais. Em dezembro de 2025, ele já havia sido preso em uma investigação que apurava o vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma operação contra o grupo criminoso Comando Vermelho.
Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a cassação do mandato de Bacellar, apontando ligação com irregularidades investigadas no chamado escândalo da Ceperj. A decisão também prevê a inelegibilidade do político.
Com a cassação, haverá a retotalização dos votos das eleições de 2022 no estado do Rio de Janeiro, o que pode alterar a composição da Assembleia Legislativa e impactar outras cadeiras.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal, e novos desdobramentos não estão descartados. Até o momento, a defesa de Bacellar não se pronunciou sobre a nova prisão.








