LSM – Policiais civis da 12ª DP (Copacabana) prenderam dois homens suspeitos de participação no incêndio criminoso de uma viatura da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), ocorrido no último dia 23 de julho, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, o atentado foi planejado como represália às operações de ordenamento urbano realizadas pela Seop contra o comércio irregular na orla da cidade. A investigação contou com um trabalho integrado de inteligência entre a Polícia Civil e a Polícia Militar.
Logo após o ataque, os agentes iniciaram a análise de imagens de câmeras de monitoramento e conseguiram reconstruir todo o trajeto percorrido pelos criminosos. As investigações apontaram que o grupo saiu da comunidade Pavão-Pavãozinho, utilizando bicicletas elétricas, e seguiu até a Rua Hilário de Gouveia, onde a viatura estava estacionada.
As imagens registraram o momento em que um dos criminosos aguardou a saída de uma van da Guarda Municipal antes de atear fogo no veículo. Durante a fuga, ele ainda trocou de roupa para dificultar sua identificação.
No local do crime, os policiais apreenderam uma garrafa contendo combustível, encaminhada para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
No dia 30 de julho, os agentes localizaram e prenderam o homem apontado como executor do incêndio. Em depoimento, ele confessou o crime e revelou que recebeu R$ 50 para colocar fogo na viatura. O suspeito também identificou o mentor da ação e outro integrante responsável por levá-lo até o local do ataque.
De acordo com a Polícia Civil, o preso possui uma extensa ficha criminal e já havia sido preso 12 vezes, acumulando registros por furto, roubo, receptação, corrupção de menores, resistência e desacato.
As investigações revelaram ainda que o grupo pretendia realizar novos ataques contra agentes da Seop em resposta às fiscalizações realizadas na orla de Copacabana. Diante da gravidade do caso, a Justiça autorizou a prisão temporária dos envolvidos pelos crimes de associação criminosa e dano qualificado ao patrimônio público.
Na última quinta-feira, 31 de julho, os policiais localizaram e prenderam o segundo integrante do grupo criminoso.
As investigações prosseguem para identificar e capturar o apontado como mentor intelectual do atentado. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes por estelionato, falsificação de documento particular, receptação, desacato e lesão corporal.









