LSM – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou nesta segunda-feira, 23, sua renúncia ao cargo, em cerimônia realizada no Palácio Guanabara. A decisão ocorre um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual ele responde a acusações de abuso de poder econômico e irregularidades na campanha eleitoral de 2022.
Com a renúncia, Castro busca preservar sua trajetória política, enquanto o processo no TSE segue tramitando. Especialistas apontam que a manobra permite ao político evitar consequências imediatas que poderiam incluir cassação do mandato e inelegibilidade, embora o julgamento continue independentemente de sua saída.
A transição do governo será comandada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, que assume como governador interino até a realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). O pleito interno definirá quem permanecerá à frente do estado até o fim do mandato em 2026.
Analistas políticos observam que a saída de Castro acirra a disputa dentro do cenário eleitoral estadual, abrindo espaço para diferentes grupos políticos negociarem alianças e estratégias para o comando do Rio nos próximos meses. A renúncia também é vista como uma jogada estratégica para viabilizar uma possível candidatura de Castro ao Senado nas eleições deste ano, mantendo sua influência política ativa.
A decisão marca um momento delicado para a política fluminense, refletindo tanto a pressão judicial quanto as movimentações estratégicas de atores políticos que buscam consolidar poder antes do período eleitoral. A expectativa agora é pelo desfecho do julgamento no TSE e pelos próximos passos da Assembleia Legislativa na escolha do novo governador interino.








