LSM – O cenário político no Rio de Janeiro atingiu um ponto de ebulição nesta semana. O governador Cláudio Castro avalia seriamente a possibilidade de deixar o cargo antes que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retome o julgamento que pode resultar na cassação de seu mandato. A movimentação, discutida em caráter reservado com aliados próximos, busca antecipar um desfecho que parece cada vez mais desfavorável no campo jurídico.
O processo em questão investiga supostas irregularidades ocorridas durante o pleito de 2022. Estão no centro do debate indícios robustos de abuso de poder político e econômico, que teriam desequilibrado a disputa eleitoral a favor da chapa vencedora.
Embora o julgamento tenha sido suspenso após um pedido de vista, a temperatura nos bastidores subiu porque já existem votos favoráveis à cassação. Essa tendência consolidada aumenta a pressão sobre o governador, cujos aliados agora desenham diferentes cenários de sobrevivência política.
A retomada da análise pelo pleno do TSE deve ocorrer nos próximos dias. Caso a cassação seja confirmada com o governador ainda no exercício da função, as consequências são imediatas e severas perda imediata do mandato, declaração de inelegibilidade por oito anos e possibilidade de realização de novas eleições suplementares para o governo do estado. Até o momento, não há uma decisão definitiva e o caso segue sob o rito do TSE.








