LSM – A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, 18, a Operação Golpe da Fé, que investiga um esquema de golpes financeiros e lavagem de dinheiro que teria utilizado a influência de uma igreja evangélica para atrair investidores em Niterói, na Região Metropolitana.
A ação é conduzida pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). Segundo as investigações, o grupo atraía fiéis e outras pessoas próximas ao ambiente religioso para investimentos que prometiam rendimentos de aproximadamente 10% ao mês.
A plataforma utilizada nas aplicações era a GAL Invest Bank, conhecida entre os investidores como “Banco do Pastor”. Conforme a investigação, depois que os valores eram captados, os pagamentos começaram a atrasar e, posteriormente, teriam sido interrompidos.
O prejuízo já passa de R$ 1 milhão até o momento, os investigadores identificaram pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao esquema. O prejuízo estimado supera R$ 1,1 milhão, considerando as vítimas já identificadas. Há relatos de investidores que teriam perdido até R$ 118 mil.
A apuração também aponta que a estrutura investigada seria mais complexa do que uma simples captação irregular de investimentos. Os policiais identificaram possíveis divisões de tarefas entre pessoas responsáveis pela captação de investidores, movimentação financeira e administração dos recursos.
Mais de R$ 8 milhões foram movimentados
Segundo as investigações, análises financeiras identificaram mais de R$ 8 milhões em movimentações relacionadas ao grupo entre 2022 e 2025.
A polícia também investiga a estrutura societária da empresa responsável pela plataforma. O capital social declarado era de R$ 5 milhões, mas alguns dos sócios registrados não apresentariam capacidade financeira compatível com os valores envolvidos.
Para os investigadores, a situação pode indicar o uso de pessoas interpostas para esconder os verdadeiros responsáveis e beneficiários do negócio.
As equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias, além de São Paulo.
A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 8 milhões e a apreensão de bens relacionados aos investigados. Os policiais buscam documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema.
A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos, esclarecer a movimentação dos recursos e tentar recuperar valores que possam ter sido obtidos de forma ilícita









