O corpo de Paulo César da Silva Sousa, conhecido nacional e internacionalmente como Mestre Paulinho Sabiá, foi enterrado na tarde de sexta-feira (20), no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, sob forte comoção de familiares, amigos e alunos.
O mestre foi morto a tiros na noite de quarta-feira (18), no bairro de Icaraí. O crime aconteceu na esquina das ruas Lemos Cunha e Sete de Setembro. Ele estava no banco do carona de um veículo quando foi surpreendido por um homem em uma motocicleta, que efetuou os disparos.
A investigação está sob responsabilidade da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Última homenagem em forma de capoeira
Durante o velório, o clima foi de profunda emoção. Em um gesto simbólico e carregado de significado, amigos e alunos formaram uma roda de capoeira em reverência ao mestre. Entre cantos tradicionais, palmas e o som marcante dos berimbaus, a despedida refletiu a importância de Paulinho Sabiá para a cultura afro-brasileira.
Ele foi cofundador do Grupo Capoeira Brasil, um dos mais respeitados do país, com atuação no Brasil e no exterior. Ao longo da carreira, formou gerações de praticantes, consolidando uma trajetória de projeção internacional.
Legado que ultrapassa fronteiras
Reconhecido como uma das principais referências da capoeira contemporânea, Mestre Paulinho Sabiá deixa um legado que vai além da técnica e do esporte. Alunos destacaram seu compromisso com a formação humana, a disciplina e a preservação das tradições da capoeira.
O sepultamento ocorreu sob aplausos e homenagens, marcando a despedida de um mestre que ajudou a fortalecer e expandir a capoeira pelo mundo.
As investigações seguem em andamento.








