LSM – Começaria nesta Quarta-feira, 17, na 3ª Vara Criminal de Niterói, o julgamento do homem acusado de assassinar a adolescente Maria Eduarda de Oliveira Ramos, de apenas 16 anos. O caso, que abalou Maricá e ganhou repercussão em todo o estado do Rio de Janeiro, volta a ocupar o centro das atenções mais de três anos após o crime. mais foi remarcado para o dia 02 de setembro
Maria Eduarda desapareceu após sair de casa, em Santa Paula, no distrito de Inoã. Durante nove dias, familiares, amigos e moradores viveram momentos de angústia e desespero, promovendo buscas e mobilizações para tentar localizar a adolescente.
Enquanto a família mantinha a esperança de encontrá-la com vida, o desfecho foi trágico.
No dia 30 de janeiro, o corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata na Estrada dos Cajueiros, em Itaipuaçu. A localização ocorreu após funcionários acionados para realizar serviços na região perceberem um forte odor vindo do local. A vítima já estava em avançado estado de decomposição.
A cena encontrada chocou até mesmo moradores acostumados com ocorrências policiais. O caso rapidamente mobilizou equipes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que assumiram as investigações.
As apurações levaram à prisão do então ex-namorado da adolescente, apontado pela Polícia Civil como autor do crime. Contra ele foi expedido um mandado de prisão cumprido poucos dias após a descoberta do corpo.

Desde então, a família de Maria Eduarda trava uma longa batalha por justiça. Durante o sepultamento e em diversas manifestações realizadas após o crime, parentes e amigos cobraram respostas das autoridades e pediram que o caso não fosse esquecido.
Agora, o processo chega a uma de suas etapas mais aguardadas. O julgamento na 3ª Vara Criminal de Niterói deverá reunir provas, depoimentos e elementos produzidos ao longo da investigação para que a Justiça decida sobre a responsabilidade do acusado.
Para os familiares, o início do julgamento representa mais um capítulo de uma dor que permanece viva desde janeiro de 2023, quando a jovem desapareceu e teve sua vida interrompida de forma brutal.
A expectativa é que a decisão judicial traga uma resposta definitiva para um dos crimes que mais comoveram a população de Maricá nos últimos anos.









