LSM- O litoral de Maricá voltou a registrar atividade sísmica e contabilizou quatro tremores em pouco mais de 24 horas. Os dois registros mais recentes aconteceram na tarde desta sexta-feira, 22 e tiveram magnitudes de 2,0 e 1,6 na escala Richter.
Segundo informações da Rede Sismográfica Brasileira, os novos eventos ocorreram no mar e foram classificados como tremores secundários relacionados aos dois abalos principais registrados anteriormente: um de magnitude 3,3 na madrugada de quinta-feira e outro de magnitude 3,1 na manhã desta sexta.
Até o momento, não houve relatos oficiais de moradores que tenham percebido os tremores.
Os registros foram identificados por estações de monitoramento espalhadas pelo país e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo. O acompanhamento da atividade sísmica é coordenado pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil.
De acordo com especialistas, esse tipo de ocorrência é considerado incomum para chamar atenção da população, mas não é raro na costa brasileira. Segundo o sismólogo Gilberto Leite, a faixa marítima do Sudeste concentra a principal área de atividade sísmica em alto-mar do país, onde pequenos terremotos acontecem com relativa frequência.
Mesmo distante das áreas de encontro entre placas tectônicas, o Brasil também registra abalos provocados pela acomodação natural de estruturas geológicas internas da crosta terrestre.
Além dos registros no litoral fluminense, outro tremor de magnitude 2,8 também foi identificado nesta semana em Gurupi, sem relatos de impactos à população.








