LSM – A Prefeitura de Maricá iniciou nesta sexta-feira, 6, uma nova estratégia de saúde pública voltada à proteção da primeira infância: a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A iniciativa busca prevenir infecções respiratórias graves em bebês, responsáveis por milhares de atendimentos e internações pediátricas todos os anos.
A primeira aplicação ocorreu no Centro de Vacinação Integrado (CVI) e foi destinada a uma criança indígena, marcando o início da estratégia municipal. A expectativa da rede de saúde é reduzir complicações associadas ao vírus, como bronquiolite e pneumonia, especialmente nos primeiros meses de vida.
O Vírus Sincicial Respiratório está entre os principais agentes causadores de doenças respiratórias graves em crianças pequenas. Em bebês, a infecção pode evoluir rapidamente e exigir atendimento hospitalar.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde de Maricá, Daniella Bittencourt, a estratégia representa um avanço nas ações de prevenção no município.
De acordo com ela, ampliar o acesso ao imunizante fortalece a proteção das crianças mais vulneráveis e contribui para diminuir casos graves relacionados ao vírus.
A nova política adotada pelo município envolve integração entre maternidades, unidades básicas de saúde e a coordenação municipal de imunização.
O fluxo funciona da seguinte forma:
O pedido do imunizante pode ser feito ainda na maternidade, no caso de recém-nascidos;
Também pode ser solicitado pelas Unidades de Saúde da Família ou pelo Centro Materno Infantil;
Após a indicação médica, os pedidos são reunidos pela coordenação municipal;
As solicitações são encaminhadas ao governo estadual, responsável pelo envio das doses.
Quando os imunizantes chegam ao município, as famílias das crianças elegíveis são convocadas para receber a aplicação no Centro de Vacinação Integrado. A vacinação contra o VSR é direcionada principalmente para crianças com maior risco de desenvolver complicações respiratórias.
Entre os grupos prioritários estão:
bebês prematuros com menos de 36 semanas e seis dias de gestação;
crianças com até dois anos que apresentam comorbidades;
recém-nascidos que apresentam maior vulnerabilidade clínica.
A avaliação sobre a indicação da vacina é feita por profissionais de saúde nas maternidades ou nas unidades da rede municipal, seguindo critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.








