LSM – Maricá passou a realizar exames de cultura para diagnóstico e acompanhamento da tuberculose no próprio município. O serviço começou nesta quarta-feira, 14, no Laboratório de Imunologia do Hospital Municipal Conde Modesto Leal, no Centro, permitindo que amostras antes encaminhadas a laboratórios de outras cidades do estado sejam processadas na rede municipal.
A mudança utiliza o método Ogawa-Kudoh e busca reduzir o tempo e os custos relacionados ao transporte de materiais biológicos, além de ampliar a autonomia dos serviços de saúde locais.
O exame de cultura permite identificar a presença da bactéria causadora da tuberculose. Embora o processo biológico possa exigir acompanhamento de até 60 dias, a análise também possibilita a obtenção de informações importantes nas primeiras 48 horas, conforme as etapas do procedimento.
A técnica permite ainda realizar testes de sensibilidade aos antimicrobianos, que ajudam a verificar a resposta da bactéria aos medicamentos e a orientar a equipe médica na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as análises são cadastradas no Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL), do Ministério da Saúde. Com o processo digitalizado, os profissionais da unidade de saúde podem acessar os resultados diretamente no sistema, sem que o paciente precise retornar ao laboratório para buscar uma versão impressa.
O laboratório do Hospital Conde Modesto Leal centraliza o recebimento das amostras coletadas nas Unidades de Saúde da Família (USFs), nos serviços especializados e nos hospitais municipais. O material é recolhido diariamente pelas equipes de saúde para análise.
A descentralização busca facilitar o acompanhamento dos pacientes, especialmente daqueles em situação de vulnerabilidade social e pessoas com o sistema imunológico comprometido, grupos que podem apresentar maior risco de complicações relacionadas à doença.








