LSM – Deputados estaduais voltaram a criticar a criação do 13º Batalhão da Polícia Militar em Maricá. O principal alvo das declarações foi o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes.
O número da nova unidade – 13 – foi associado por parlamentares ao número do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do prefeito Washington Quaquá. Para os críticos, a escolha teria motivação política por ocorrer em ano eleitoral.
O deputado Filipe Poubel (PL), ex-vereador de Maricá, afirmou que pretende apresentar um projeto de decreto legislativo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para alterar a nomenclatura da unidade. Segundo ele, não é aceitável a vinculação “do número de um partido a um batalhão em ano eleitoral”.
Já o deputado Rodrigo Amorim (União Brasil) convidou colegas a assinarem a proposta e afirmou que, caso o número não seja alterado, pretende intensificar a pressão política sobre o comando da corporação na Casa Legislativa. Em tom irônico, chegou a sugerir outro número para o batalhão durante discurso no plenário.
Outros parlamentares, como Marcelo Dino e Thiago Rangel, também criticaram a condução da secretaria. Rangel mencionou a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação do coronel responsável pela pasta.
O presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), afirmou que já havia solicitado a criação de um batalhão para atender Maricá e Saquarema por meio de indicação apresentada em 2023, mas declarou que não foi convidado para a cerimônia oficial de anúncio.
Histórico do 13º Batalhão
O número 13 já foi utilizado anteriormente pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Até 2011, identificava o batalhão localizado na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, unidade que foi posteriormente desativada.
A nova unidade foi anunciada em janeiro, durante cerimônia realizada na Cidade da Segurança, no Parque Nanci, com a presença do governador Cláudio Castro.
Deputados também defendem a reativação do antigo 13º BPM na região central da capital, argumentando que o Centro do Rio pode registrar crescimento populacional nos próximos anos, o que aumentaria a demanda por policiamento permanente.








