LSM – O Ministério da Saúde passou a oferecer a tafenoquina pediátrica de 50 mg no Sistema Único de Saúde (SUS), fazendo do Brasil o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tratamento para crianças que pesam entre 10 kg e 35 kg.
Antes disso, desde 2024, o medicamento era disponibilizado apenas para adolescentes e adultos com 16 anos ou mais. No país, o público infantil corresponde a aproximadamente metade dos casos de malária registrados.
Ao todo, serão distribuídos 126.120 comprimidos, com investimento de R$ 970 mil. A entrega será feita de forma gradual, priorizando áreas da região Amazônica, especialmente os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). O primeiro local a receber o medicamento será o DSEI Yanomami, com 14.550 comprimidos. Outras regiões com alta incidência da doença — como Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes — concentram cerca de 50% dos casos entre crianças e jovens de até 15 anos.
A tafenoquina pediátrica foi incorporada ao SUS por meio da Portaria nº 64, publicada em 15 de setembro de 2025, após aprovação da Anvisa. Indicada para tratar a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax, responsável por mais de 80% das infecções no Brasil, a medicação é aplicada em dose única, o que facilita o cumprimento do tratamento, elimina o parasita do organismo e reduz o risco de recaídas. O uso não é indicado para gestantes ou mulheres em fase de amamentação. Antes da inclusão desse medicamento, o tratamento podia durar até 14 dias, o que dificultava a adesão, principalmente entre crianças.








