LSM – Em meio às celebrações que marcam o calendário cristão ao longo do ano, a Sexta-feira Santa se destaca por uma ausência simbólica: é o único dia em que a Igreja Católica não realiza missas.
Longe de ser uma interrupção comum, a decisão carrega um significado profundo dentro da tradição religiosa. A data relembra a crucificação e morte de Jesus Cristo, sendo considerada um momento de luto para os fiéis. Por isso, ao invés da celebração eucarística: que representa vida, renovação e comunhão, a Igreja propõe um dia de silêncio, contemplação e respeito.
Na prática, o que ocorre é a substituição da missa pela chamada Celebração da Paixão do Senhor. O rito, mais sóbrio, inclui leituras bíblicas que narram os últimos momentos de Cristo, além da adoração da cruz, um dos pontos centrais da cerimônia. A comunhão, quando realizada, utiliza hóstias consagradas no dia anterior, durante a Quinta-feira Santa.
A Sexta-feira Santa integra o Tríduo Pascal, período considerado o mais importante da fé cristã, que se estende até o Domingo de Páscoa. Dentro desse contexto, o dia funciona como um intervalo simbólico entre a dor da morte e a esperança da ressurreição.
Além das celebrações religiosas, tradições como o jejum e a abstinência de carne reforçam o caráter de penitência. Em muitas cidades, também são realizadas procissões e encenações da Paixão de Cristo, aproximando os fiéis da mensagem central da data.
Mais do que a ausência de uma missa, a Sexta-feira Santa representa uma pausa na rotina litúrgica para lembrar, de forma mais intensa, o sacrifício que está no coração da fé cristã.








