LSM – Cinco anos após a morte do menino Henry Borel, tem início nesta segunda-feira,3, um dos julgamentos mais aguardados e emblemáticos do país. O caso será analisado no Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no Centro do Rio.
No banco dos réus estão o padrasto da criança, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros da Costa e Silva.
A expectativa é que a sessão se estenda por pelo menos 10 dias. Ao todo, 26 testemunhas serão ouvidas, além dos interrogatórios dos próprios réus e dos debates entre acusação e defesa.
A sessão será presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, e a decisão final caberá a sete jurados, cidadãos comuns responsáveis por definir o destino dos acusados.
O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões constantes que culminaram em um homicídio violento.
Segundo a acusação:
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Jairinho teria agido com extrema violência, atingindo órgãos vitais da criança
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Monique teria sido omissa, mesmo ciente das agressões anteriores
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Ambos ainda teriam tentado atrapalhar as investigações
A pena solicitada pode ultrapassar 35 anos de prisão para cada um.
Já as defesas dos réus contestam a versão do Ministério Público e afirmam que a morte do menino foi resultado de um acidente doméstico.
Os advogados também questionam laudos periciais e apontam possíveis falhas na investigação.
Diferente de outros julgamentos, no Tribunal do Júri a decisão não é tomada por um juiz, mas por um grupo de sete pessoas escolhidas por sorteio.
Esses jurados analisam provas, depoimentos e argumentos para responder a perguntas objetivas — que determinarão se os réus são culpados ou inocentes.
A morte de Henry, ocorrida em um apartamento na Barra da Tijuca, gerou comoção nacional e levantou debates sobre violência contra crianças e responsabilidade familiar.
Agora, anos depois, o julgamento promete ser um marco — não apenas pelo desfecho,








