LSM – O 13 de Maio, data que marca a assinatura da Lei Áurea e o fim oficial da escravidão no Brasil em 1888, voltou a ser utilizado por movimentos sociais, especialistas e entidades como um momento de reflexão sobre os impactos históricos deixados pela escravidão e a necessidade de políticas de reparação social e econômica.
Neste ano, campanhas e debates promovidos em diferentes regiões do país defendem propostas voltadas à redução das desigualdades raciais acumuladas ao longo de séculos, incluindo a criação de um fundo nacional de reparação histórica e mudanças no sistema tributário brasileiro.
Entre as propostas discutidas estão medidas para ampliar investimentos em educação, moradia, geração de renda e oportunidades para a população negra, além de mecanismos de compensação social voltados às comunidades historicamente afetadas pelo período escravocrata.
Especialistas apontam que, apesar da abolição oficial da escravidão ter ocorrido há mais de 130 anos, os reflexos econômicos e sociais ainda são percebidos atualmente, principalmente em indicadores ligados à renda, acesso à educação, mercado de trabalho e violência.
Movimentos negros também destacam que o 13 de Maio é visto por parte da população não apenas como uma data comemorativa, mas como um símbolo da ausência de políticas de inclusão após a libertação dos escravizados.
As campanhas deste ano também defendem maior debate público sobre igualdade racial e justiça social, além da ampliação de políticas afirmativas e combate ao racismo estrutural no país.








