LSM – O Estado do Rio de Janeiro ocupa a terceira posição no ranking nacional de novos casos de câncer de próstata estimados para 2026. Segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 9.090 novos diagnósticos no estado, ficando atrás apenas de São Paulo, com 19.590 casos, e Minas Gerais, com 10.290.
Diante do cenário, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) lançará, no próximo dia 10 de novembro, uma campanha especial em referência ao Novembro Azul, movimento de conscientização sobre o câncer de próstata e a importância dos cuidados com a saúde masculina.
A iniciativa prevê a distribuição de materiais informativos e a divulgação de vídeos educativos para incentivar os homens a procurarem atendimento médico e adotarem hábitos mais saudáveis.
Em todo o Brasil, a estimativa é de 77.920 novos casos da doença em 2026. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente entre os homens, quando excluídos os cânceres de pele não melanoma.
De acordo com o urologista do Departamento Médico da Alerj, Samy Chitayat, a campanha busca ampliar a conscientização sobre a importância de cuidar da saúde de maneira integral, incluindo alimentação, qualidade do sono, prevenção de doenças cardiovasculares e atenção à saúde mental.
O câncer de próstata pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do acompanhamento médico.
Entre os sinais que merecem atenção estão dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar várias vezes durante o dia ou à noite e presença de sangue na urina.
A idade é um dos principais fatores de risco, especialmente após os 60 anos. Homens negros e aqueles que possuem histórico familiar da doença, principalmente pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos, também precisam de atenção especial.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) orienta que os homens procurem avaliação médica individualizada a partir dos 50 anos. Para aqueles que apresentam fatores de risco, como histórico familiar e pertencimento à população negra, a orientação é antecipar essa avaliação para os 45 anos.
Os exames de PSA, realizado por meio de análise de sangue, e o toque retal podem ser indicados pelo médico conforme o histórico e as condições de cada paciente.
O Inca, por sua vez, não recomenda o rastreamento rotineiro de homens sem sinais ou sintomas, devido aos possíveis riscos de diagnósticos e tratamentos desnecessários. A decisão deve considerar os benefícios e os riscos de cada procedimento, sempre com orientação profissional.
A legislação estadual também prevê medidas de incentivo à prevenção e ao tratamento do câncer de próstata.
Entre elas está a Lei 6.055/11, que instituiu a campanha estadual de conscientização sobre a doença. Já a Lei 5.245/08 permite que servidores estaduais se ausentem do trabalho, sem prejuízo da remuneração, para realizar exames oncológicos, mediante comprovação.
Outra medida é a Lei 5.957/11, que prevê o fornecimento gratuito de medicamentos para pessoas com hiperplasia benigna ou câncer de próstata, conforme as regras estabelecidas pela legislação.
Homens que desejam realizar uma avaliação devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Clínica da Família de referência. Esses serviços são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e podem realizar a avaliação inicial, solicitar exames e encaminhar os pacientes para atendimento especializado, quando necessário.
O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), também oferece atendimento oncológico pelo SUS, mediante encaminhamento e regulação.
A campanha Novembro Azul reforça que a prevenção e o cuidado com a saúde masculina não devem ficar restritos ao mês de novembro. A orientação é que os homens mantenham consultas regulares, esclareçam dúvidas com profissionais de saúde e procurem atendimento diante de qualquer alteração.







