LSM – O caso de uma onça tratada como animal de estimação chamou atenção em meio ao aumento no número de animais silvestres resgatados no Brasil. Em 2026, os centros de triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registraram um crescimento de quase 30% nos atendimentos.
A criação de animais selvagens em ambientes domésticos é uma das situações enfrentadas pelos órgãos ambientais. Mesmo quando acostumados à presença humana, esses animais mantêm seus instintos naturais e precisam de condições específicas para viver.
No caso de grandes felinos, a convivência com humanos pode representar riscos. Além disso, animais que passam muito tempo em cativeiro podem perder habilidades necessárias para sobreviver na natureza, dificultando uma possível soltura.
Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), administrados pelo Ibama, recebem animais apreendidos em operações de fiscalização, vítimas do tráfico, de maus-tratos e de acidentes, além daqueles entregues voluntariamente.
Nas unidades, os animais passam por avaliação veterinária e recebem cuidados de acordo com suas necessidades. Quando apresentam condições de sobreviver no ambiente natural, podem ser soltos. Já aqueles que não conseguem retornar à vida selvagem são encaminhados para locais autorizados.
O crescimento de quase 30% nos atendimentos em 2026 indica uma maior demanda pelos serviços de acolhimento e recuperação da fauna brasileira. O aumento dos registros, no entanto, não significa necessariamente que os crimes ambientais tenham crescido na mesma proporção.








