LSM – A mãe do pequeno Rafael da Conceição, de 2 anos, morador de Jaconé, voltou a procurar a redação do LSM para denunciar que o filho continua sem receber a fórmula infantil Pregomin Pepti pela Farmácia Judicial de Maricá. O caso foi divulgado pelo portal no dia 20 de agosto, quando famílias relataram a falta de leites especiais destinados a crianças com necessidades médicas específicas, incluindo fórmulas utilizadas por pacientes com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).
Segundo a mãe do menino, a situação permanece sem solução, apesar de a Prefeitura de Maricá ter informado, na ocasião, que uma nova remessa do produto chegaria em breve à unidade.
A criança possui diagnóstico de megacólon congênito (doença de Hirschsprung), síndrome disabsortiva e deficiência de G6PD, além de ter sido submetida a uma ileostomia. Rafael também enfrenta episódios de prolapso intestinal, condição em que parte do intestino se exterioriza pela abertura da ostomia.
De acordo com a prescrição nutricional, o menino necessita de 23 latas de Pregomin Pepti por mês. A fórmula é fundamental para atender às suas necessidades alimentares, especialmente diante das condições clínicas e das dificuldades de alimentação relatadas pela família.
A mãe afirma que o fornecimento, anteriormente realizado pela Farmácia Judicial, foi interrompido após outubro do ano passado. Desde então, segundo ela, a única remessa recebida foi no dia 15 de abril de 2026.
“Estou entrando em contato novamente porque a situação ainda não foi resolvida. A Prefeitura chegou a se manifestar sobre a falta do Pregomin Pepti e informou que a situação seria regularizada, mas até hoje não chegou nenhuma fórmula infantil para o Rafael na Farmácia Judicial. Não recebi sequer uma lata”, relatou a mãe, referindo-se ao período posterior à denúncia.
Além do caso de Rafael, a falta de fórmulas infantis especiais também preocupa outras famílias que dependem do fornecimento municipal, especialmente aquelas com crianças diagnosticadas com APLV.
Entre os produtos utilizados no tratamento nutricional de crianças com APLV estão fórmulas como Pregomin Pepti, Aptamil Pepti, Neocate e Alfamino, entre outras. A escolha depende das necessidades clínicas de cada paciente, e esses produtos não devem ser substituídos sem orientação profissional.
A interrupção do fornecimento pode comprometer a continuidade do tratamento nutricional e representar um custo elevado para os responsáveis, já que muitas dessas fórmulas possuem preços altos e são utilizadas diariamente pelas crianças.
Em agosto, a Secretaria Municipal de Saúde informou ao LSM que o fornecedor responsável pela entrega havia sido oficialmente cobrado e que uma nova remessa deveria chegar em breve à Farmácia Judicial. A Prefeitura também anunciou a abertura de um novo processo de aquisição para ampliar o fornecimento de medicamentos e insumos aos pacientes cadastrados.
No entanto, quase dois meses após a publicação da primeira reportagem, a mãe afirma que ainda não houve regularização do atendimento ao filho.
A situação preocupa a família, já que o laudo nutricional apresentado anteriormente alerta para riscos de prejuízos à absorção de nutrientes, perda acentuada de peso e outras complicações clínicas em caso de interrupção da fórmula prescrita.
Diante da continuidade do problema, a família de Rafael cobra uma solução para garantir o fornecimento regular do Pregomin Pepti. A situação também levanta questionamentos sobre a disponibilidade das demais fórmulas especiais destinadas a crianças com APLV e outras condições de saúde atendidas pela Farmácia Judicial de Maricá.
O LSM procurou a Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para solicitar esclarecimentos sobre a continuidade da falta do Pregomin Pepti e de outras fórmulas infantis especiais, incluindo as destinadas a crianças com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A reportagem questionou os motivos do desabastecimento, o andamento do processo de aquisição anunciado em agosto e a previsão para a regularização das entregas.
Em nota, a Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que está finalizando um novo processo de licitação para a compra de fórmulas infantis e suplementos alimentares.
Segundo o município, a medida tem como objetivo regularizar o abastecimento desses produtos e agilizar o atendimento às necessidades da população.
A Prefeitura, no entanto, não informou uma data para a normalização das entregas.








