LSM – Durante o Agosto Lilás, as discussões sobre violência contra a mulher ganham espaço como forma de ampliar a prevenção e o acesso à informação. Em Maricá, a campanha também serve para divulgar os canais disponíveis para mulheres que enfrentam situações de violência e precisam de orientação, atendimento ou proteção.
A prevenção passa pelo reconhecimento das diferentes formas de agressão e pelo conhecimento dos serviços disponíveis. Além da violência física, a Lei Maria da Penha estabelece outras formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, como a psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Os registros do Grupamento Maria da Penha (GMAP), da Guarda Municipal de Maricá, ajudam a dimensionar a procura pelos serviços especializados na cidade. Segundo balanço divulgado pela Prefeitura foram 376 chamados entre janeiro e junho de 2026, com 299 mulheres assistidas. No mesmo período, 19 suspeitos de agressão foram encaminhados à delegacia. Em todo o ano de 2025, o grupamento contabilizou 638 atendimentos.
Mulheres que precisam de acompanhamento especializado podem procurar a Casa da Mulher Heloneida Studart, no Centro. A unidade oferece assistência jurídica, psicológica e social e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Em Inoã, a Sala Lilás funciona dentro da Unidade de Saúde da Família Inoã 2. O espaço atende mulheres, crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+ que tenham sofrido violência, além de prestar suporte em situações que envolvam perícia médica.
Outro ponto da rede é o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM). Unidades de saúde do município também podem ser procuradas por vítimas.
Em situações que demandem atendimento da Guarda Municipal, o telefone 153 funciona 24 horas. Chamados também podem ser encaminhados ao CIOSP pelo WhatsApp (21) 96809-1516.
Outro canal é o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona em âmbito nacional para orientação e recebimento de denúncias.








