LSM- Os casos de intolerância religiosa cresceram no Rio de Janeiro em 2026, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Entre janeiro e julho, o estado registrou 228 denúncias, ficando na segunda posição no ranking nacional.
O número coloca o Rio atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 329 ocorrências no mesmo período. A diferença ganha relevância porque o estado paulista possui mais que o dobro da população fluminense.
Somente em junho, foram registradas 37 denúncias de intolerância religiosa no Rio. O resultado representa um aumento de 117% em relação a junho do ano passado, quando foram contabilizadas 17 ocorrências.
Os dados do Disque 100, canal do governo federal para denúncias de violações de direitos humanos, também apontam que parte dos casos ocorre dentro do próprio convívio social das vítimas.
Os vizinhos aparecem como autores em 54 ocorrências registradas no período. O dado indica que os episódios de intolerância não estão restritos a conflitos pontuais, mas também podem ocorrer no cotidiano de bairros e comunidades onde igrejas, terreiros e outros espaços religiosos estão instalados.
A legislação brasileira estabelece punições para quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito motivado pela religião. Também são consideradas criminosas ações que impeçam ou utilizem violência contra manifestações religiosas.
A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
Os números do MDHC consideram denúncias registradas pelos canais oficiais e ajudam a dimensionar os casos comunicados às autoridades. O total, porém, não necessariamente representa todos os episódios de intolerância religiosa ocorridos no estado, já que situações que não são denunciadas não entram nas estatísticas.








