LSM- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado, 8, o pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro para que três filhos do ex-presidente pudessem visitá-lo neste domingo, 9, Dia dos Pais.
A solicitação envolvia Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Os advogados pediram autorização para que os três fossem recebidos durante a tarde, classificando a solicitação como uma medida excepcional e de caráter familiar.
Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos, não foi incluído no pedido apresentado ao STF.
Na solicitação, a defesa argumentou que a data teria um significado especial para a convivência entre Bolsonaro e os filhos e pediu que a visita fosse autorizada nas condições estabelecidas pelo próprio ministro.
Moraes, porém, manteve as restrições já determinadas anteriormente e citou uma decisão que suspendeu por 30 dias as visitas ao ex-presidente, com exceção de atendimentos médicos, sessões de fisioterapia e visitas de advogados.
A restrição foi estabelecida após o descumprimento de medidas judiciais impostas pelo Supremo.
Além da suspensão geral das visitas, Flávio Bolsonaro está proibido de visitar o pai por 90 dias por uma decisão específica de Moraes, tomada em julho.
A medida ocorreu depois que o senador publicou nas redes sociais uma carta manuscrita de Bolsonaro. No documento, o ex-presidente apresentava Flávio como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Para Moraes, a divulgação do conteúdo contrariou a determinação que proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais de forma direta ou por meio de terceiros. O ministro também considerou que houve desvio de finalidade do direito de visita.
Com a decisão deste sábado, Carlos Bolsonaro e Jair Renan também ficam impedidos de realizar a visita solicitada especificamente para o Dia dos Pais, enquanto Flávio já estava submetido à proibição individual de 90 dias.









