LSM – A mãe da bebê Micaella Moreira Mendonça, de apenas quatro meses, denuncia negligência no atendimento prestado à filha no Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho (Getulinho), no bairro Fonseca, em Niterói.
Segundo ela, a criança está internada desde o dia 19 de julho e apresentou uma piora significativa após receber uma medicação que, de acordo com a família, não fazia parte da prescrição médica.
De acordo com o relato da mãe, Beatriz, Micaella deu entrada na unidade com um quadro de bronquiolite. Após cerca de uma semana e meia de tratamento, a doença foi controlada. No entanto, durante a internação, a bebê teria contraído uma gastroenterite, descrita pela família como uma infecção intestinal e no estômago, sendo submetida a um tratamento com antibióticos durante cinco dias.
Segundo Beatriz, o tratamento foi encerrado no último sábado. Já na segunda-feira (3), por volta das 18h, a bebê recebeu uma medicação de 7 ml que, conforme a mãe, não constava na prescrição médica.
A mãe afirma que, logo após a administração do medicamento, a filha começou a apresentar uma piora contínua.
“Ela tomou a medicação e começou a passar mal. Passei a pedir ajuda, mas a médica teria negado atendimento naquele momento. Eu precisei acionar a polícia. Os policiais colheram meu depoimento, ouviram a médica e outras pessoas que estavam no hospital”, relatou.
Ainda segundo Beatriz, desde a noite de segunda-feira o estado de saúde da bebê só se agravou.
“Ela parou de comer, parou de fazer xixi e parou de evacuar. A barriga dela ficou enorme. Ela estava bem e ia receber alta na terça-feira. Estávamos apenas aguardando um exame para irmos embora”, afirmou.
A mãe conta que a médica responsável pelo acompanhamento da criança também demonstrou preocupação com o quadro clínico.
“Quando ela viu minha filha na terça-feira perguntou o que tinha acontecido. Ontem ela foi sincera comigo e disse: ‘Beatriz, eu não sei o que faço. Não tenho o que fazer’.”
Segundo a família, diversos exames foram realizados, incluindo ultrassonografia e exames de urina. Apesar disso, os profissionais informaram que os resultados estavam dentro da normalidade.
Beatriz, no entanto, afirma que a filha continua apresentando sintomas graves.
“Eles dizem que está tudo normal, mas minha filha só vomita, não faz xixi, não evacua e a barriga só aumenta. Tenho testemunhas e provas de que ela estava bem antes dessa medicação.”
A bebê permanece internada na Enfermaria 7, leito 7D, enquanto a família pede uma investigação sobre o caso e cobra esclarecimentos para o agravamento do quadro clínico.
A reportagem do LSM Notícias entrou em contato com a direção do Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho e com a Prefeitura de Niterói, responsável pela administração da unidade, solicitando esclarecimentos sobre as denúncias apresentadas pela família.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que todas as condutas adotadas no atendimento a paciente estão devidamente registradas no prontuário e seguem critérios técnicos e assistenciais. A paciente permanece internada por precaução e para acompanhamento de sua recuperação, com melhora clínica e monitoramento permanente da equipe do hospital.
A paciente deu entrada no Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho (Getulinho) com tosse, febre e esforço respiratório, apresentando, posteriormente, episódios de vômito e diarreia. Após avaliação médica, foi indicada a internação para acompanhamento e tratamento do quadro infeccioso.
Durante a internação, foram realizados hemograma, exames bioquímicos, painéis virais respiratório e gastrointestinal, radiografias de tórax e abdômen, além de duas ultrassonografias abdominais. A paciente permanece sob acompanhamento contínuo de equipe multiprofissional especializada e recebe toda a assistência indicada para o seu quadro clínico. No momento, apresenta evolução favorável, está urinando e evacuando normalmente e voltou a aceitar a dieta.
A Secretaria esclarece que não houve administração de medicamento fora da prescrição médica. O que ocorreu foi apenas um ajuste no horário de medicamentos já prescritos, para evitar que fossem administrados simultaneamente por via oral, proporcionando maior conforto à paciente. Também não foi identificada qualquer intercorrência decorrente da medicação administrada. De acordo com a avaliação da equipe assistencial e os exames realizados, os sintomas apresentados são compatíveis com a evolução do quadro infeccioso diagnosticado.
A equipe médica mantém diálogo permanente com a mãe da paciente, prestando informações sobre o estado de saúde da criança, os resultados dos exames e as condutas adotadas. Nesta quinta-feira (6), todos os esclarecimentos foram novamente apresentados à responsável.









