LSM – A Baixada Fluminense concentra alguns dos maiores índices de criminalidade do Estado do Rio de Janeiro. É o que aponta um levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), que analisou a evolução dos principais indicadores de violência entre 2015 e 2025.
O dado que mais chama a atenção é o roubo de veículos. Segundo o estudo, os municípios de Duque de Caxias, Belford Roxo, Guapimirim, Magé e São João de Meriti registraram, em 2025, uma taxa de 744,7 roubos para cada 100 mil veículos, índice 9,2 vezes superior à média nacional e 144% acima da média do Estado do Rio de Janeiro, que foi de 305,3 casos por 100 mil veículos.
De acordo com a Firjan, os números refletem a situação crítica da segurança pública na Baixada Fluminense, região historicamente marcada pela atuação de organizações criminosas e disputas entre facções.
O levantamento também aponta o impacto da violência letal. Entre 2015 e 2025, o estado contabilizou 56.838 mortes violentas, considerando casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado.
Outro destaque do estudo é a mudança no perfil da criminalidade. Enquanto alguns crimes tradicionais apresentaram redução ao longo da última década, delitos ligados a fraudes financeiras cresceram de forma expressiva.
Em 2025, o Rio de Janeiro registrou 146.981 ocorrências de estelionato, número 313% maior do que o registrado em 2015. Já os casos de extorsão chegaram a 3.646 registros, representando um aumento de 80% no mesmo período.
Segundo o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, os dados demonstram uma transformação estrutural da criminalidade no estado, exigindo políticas públicas mais eficientes para enfrentar os diferentes tipos de violência.
A entidade estima ainda que a insegurança pública provoque um impacto econômico de aproximadamente R$ 31 bilhões por ano no Estado do Rio de Janeiro, afetando investimentos, produtividade e o desenvolvimento regional.









