LSM – A Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres de Maricá divulgou, nesta sexta-feira , 3 , uma nota de repúdio ao feminicídio que vitimou Natália da Silva Figueiredo, de 36 anos, no bairro do Flamengo, na região central da cidade.
Na manifestação, a pasta afirmou ter recebido a notícia com “indignação e tristeza” e destacou que cada caso de feminicídio representa uma grave violação dos direitos humanos. A secretaria também ressaltou a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção, proteção e enfrentamento da violência contra as mulheres.
Além de prestar solidariedade aos familiares e amigos da vítima, a secretaria reafirmou o compromisso com a defesa da vida das mulheres e reforçou que nenhuma mulher deve perder a vida por exercer o direito de viver com liberdade, dignidade e segurança.
A nota também faz um alerta para que vítimas ou pessoas que conheçam mulheres em situação de violência procurem ajuda por meio da rede de proteção do município. O órgão lembra ainda que o feminicídio é crime e incentiva a denúncia por meio dos canais oficiais, como o 180, a Guarda Municipal (153) e a Polícia Militar (190) em casos de emergência.
Natália da Silva Figueiredo foi morta na manhã desta sexta-feira , 3 , por volta das 6h30, na Rua João Ricardo dos Santos Oliveira, próximo à Praça do Flamengo e à Escola Municipal Clério Boechat.
Segundo as investigações iniciais, ela saía de casa para trabalhar quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, Alexander de Souza Porto Neves, que efetuou diversos disparos à queima-roupa. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu antes de dar entrada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí.
Após o crime, Alexander atirou contra a própria cabeça. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros em estado gravíssimo, encaminhado ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara e morreu horas depois.
De acordo com relatos de moradores, o casal estava separado e o homem não aceitava o fim do relacionamento. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar e está sendo investigada pela Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Maricá (DHNSG), que apura todas as circunstâncias do feminicídio.









